segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Ser feliz é tão fácil
É incrível a capacidade do ser humano de nunca estar realmente satisfeito com o que tem. Principalmente com relação a felicidade. Nunca conseguimos nos considerar felizes, pelo menos não cem por cento. Sempre estamos procurando mais e mais e mais e mais, sem nunca nos contentarmos de fato com o que já temos. E quando conseguimos algo que possamos considerar como satisfatório, colocamos milhões de defeitos e mergulhamos fundo dentro das nossas neuras para achar um motivo pra estragar aquela satisfação. Fazemos questão de nos lembrar de coisas que doem, procuramos críticas aceitáveis o suficiente para nos fazer continuar procurando e procurando e procurando por algo que, no fundo, nem sabemos o que é. Ser feliz é tão fácil. É tão fácil sorrir ao ver o sol nascer. Tão fácil sentir uma paz interior ao ouvir o som da nossa própria respiração. Tão ridiculamente fácil se sentir grato só por estar vivo. Só por ter um caminho inteiro pela frente, com milhões de possibilidades. Isso assusta, não é? Pensar nas milhões de coisas que ainda vão acontecer em nossas vidas. Ruins, e boas. E focar nessas coisas boas já dá uma grande alegria. Porque ninguém sofre pra sempre. E felicidade há de vir, nem que seja por uma única vez. Com esse pensamento, eu não consigo entender o que as pessoas precisam, além disso. Existe tanta coisa mundo à fora, existem tantas almas esperando para serem descobertas, existem tantos sentimentos prontos para nos invadir, entre tantas outras coisas que Deus e a vida reservam para todos nós. E ainda assim os seres humanos continuam com suas buscas incessantes esquecendo de que essa vida não é eterna, e que deixamos de lado o essencial para nos preocupar com algo que sentimos extrema necessidade de encontrar, mas nunca encontramos. Talvez esse algo nem exista, e vamos morrer procurando, sem nunca ter dado valor ao que sempre esteve ao nosso alcance, e que nunca paramos para observar.
